Homem é preso com imagens de abuso e exploração sexual infantojuvenil em Aracaju

Os alvos de Sergipe foram encontrados na Avenida São Paulo, no Siqueira Campos, e no Porto Dantas.


Última atualização em 12/10/2023 por Ítalo Duarte

Por SE79

Uma operação da Polícia Civil nessa terça-feira, 10, em Aracaju, conseguiu prender um homem em flagrante pelo crime de armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil. A ação faz parte da operação nacional organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI).

De acordo com a delegada Maria Pureza, coordenadora da operação em Sergipe, no estado a ação policial teve dois alvos.

“Várias unidades da federação passaram a fazer levantamentos de investigados e, a partir daí, a operação foi deflagrada nesta terça-feira, simultaneamente. Os alvos de Sergipe foram encontrados na Avenida São Paulo, no Siqueira Campos, e no Porto Dantas”, revelou.

Ainda conforme a delegada, no Siqueira Campos foram encontrados materiais de abuso e exploração sexual, o que resultou na prisão em flagrante.

“O material foi recolhido no local e já foi encaminhado à perícia. O laudo pericial já está sendo elaborado para a comprovação da materialidade delitiva”, acrescentou.

A delegada considerou a operação como importante para a proteção da criança e do adolescente no Brasil.

“O simples armazenamento e a posse de qualquer material desse tipo já é crime. A operação foi muito importante e, nacionalmente, já temos a informação de oito autos de prisão em flagrante. É uma operação de grande valia para a proteção de crianças e adolescentes”, reforçou a delegada.

Operação Bad Vibes

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e as polícias civis dos estados do Espírito Santo, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Bahia, Pará, Paraná, Rondônia, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe deflagraram a operação Bad Vibes. O objetivo foi combater os crimes de abuso e exploração sexual infantojuvenil na internet.

As investigações foram conduzidas pelas polícias judiciárias estaduais, resultando na expedição de 36 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, com o escopo de apurar a prática dos delitos por meio de grupos no aplicativo Viber.

Através do aplicativo, eram comercializados e consumidos vídeos e fotografias com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. As apurações policiais também analisaram imagens difundidas por outras plataformas.

No Brasil, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão, de três a seis anos para quem compartilhar e de quatro a oito anos de prisão para quem produz conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

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