Última atualização em 05/01/2024 por Fernanda Santiago
Por Ítalo Duarte
Uma onda de furtos e roubos de celulares vem numa crescente ano a ano no Brasil. A explicação para isso se deve ao fato de um pequeno aparelho ter valor financeiro alto e possuir dados pessoais valiosos e acesso a transações bancárias de forma rápida e simples.
Para se ter uma ideia, a média de celulares roubados ou furtados no país é de dois a cada minuto, chegando a quase um milhão de celulares subtraídos no ano de 2022. O levantamento é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontou também um aumento de 16% em relação ano anterior, 2021. Os dados de 2023 ainda não foram consolidados.
O estado de São Paulo é o líder na prática. São 300 mil aparelhados roubados ou furtados por ano. Em Sergipe, o crime se dá principalmente em festas, especialmente eventos que acontecem em vias públicas.
Medo
Uma pesquisa do Datafolha apontou que 71% dos entrevistados, em todo o Brasil, tem mais medo de furto de celular do que carteira. O medo é relacionado a golpes financeiros e dados vazados na internet.
Segurança
Para ajudar o cidadão a se proteger da prática criminosa, o Governo de Sergipe lançou a campanha Alerta Celular, distribuindo panfletos com orientações de como cadastrar as informações dos aparelhos na plataforma que auxilia o trabalho das polícias Civil e Militar na recuperação de celulares roubados ou furtados.
Já o Celular Seguro, aplicativo do Governo Federal, funciona como uma espécie de botão de emergência que deve ser utilizado somente em casos de perda, furto ou roubo do celular. A ação garante o bloqueio ágil do aparelho e de dispositivos digitais. O Ministério da Justiça e Segurança Pública alertou que a ferramenta não oferece a possibilidade de fazer o desbloqueio.