Polícia prende profissionais do sexo suspeitas de extorsão

Três mulheres foram presas e outra três estão foragidas


Última atualização em 08/10/2023 por Ítalo Duarte

Por SE79,

Depois de investigações por suspeita de extorsão, associação criminosa e roubo, três mulheres transexuais foram presas e outras três estão foragidas. As informações foram detalhadas nesta quinta-feira, 5, pela Delegacia de Turismo (Detur). De acordo com a Polícia, com o pretexto de fazer programas sexuais, elas ameaçavam e chantageavam as vítimas para obter vantagens financeiras.

As investigações foram iniciadas há cerca de seis meses, quando foi notado um aumento de boletins de ocorrência em casos semelhantes a este, especialmente em períodos de festividades. “Recebemos uma vítima narrando que após o término de um programa, chegaram outras transexuais que começaram a extorqui-la. Temos os registros de 11 vítimas, mas acreditamos que o número é maior. Eram quantias significativas que eram retiradas das contas das vítimas”, relatou a delegada Giselle Martins.

Luciana Pereira, delegada da Detur, também destacou que, além dos boletins de ocorrência, houve pedidos de ajuda por parte das profissionais do sexo. “No sentido de que esse tipo de crime, tanto assaltos, quanto extorsões, acabam afugentando e amedrontando clientes. Então a gente recebeu um grande apelo por parte de outros profissionais do sexo que pediam que a gente tentasse resolver essa questão”, acrescentou.

Durante o período, foi possível identificar seis pessoas envolvidas. “Quando então representamos pelas prisões, as quais foram deferidas pela Justiça. Três já foram cumpridas e três estão pendentes de cumprimento. Estamos contando com apoio da população para que denuncie e nos ajude a localizar. A intenção não é impossibilitar o trabalho, mas sim que não haja crimes”, ressaltou Luciana Pereira.

Atuação

Em alguns dos casos, a investigação identificou que era feito o programa e, após, elas alegavam que precisavam de carona. “Nesse momento, geralmente era uma ou duas mulheres, e, posteriormente, chegavam mais três ou quatro mulheres trans. Elas constrangem as vítimas e muitas vezes as ameaçavam e agiam com violência mediante uso de faca para que fossem feitas transferências Pix ou pagamentos em maquinetas que as investigadas já portavam”, revelou a delegada Luciana Pereira.

O modo de atuação das investigadas também envolvia a gravação em vídeo de programas. “Elas filmavam e as outras começavam a pegar cartões e contas, obrigando que a vítima digitasse a senha, fizesse transferências bancárias ou ainda passassem os cartões em maquinetas que elas tinham em mão”, acrescentou a delegada Giselle Martins, integrante da Delegacia de Turismo (Detur).

Nome da Operação

A operação foi denominada Themis em alusão à deusa grega que está de olhos fechados e representa a Justiça. “A investigação não visou nenhum detalhe específico, nenhuma característica nem da vítima, nem das investigadas. Sabemos que existe uma questão muito delicada com relação a gênero, mas a nossa intenção é relacionada aos crimes, dar uma resposta à questão tipificada no código penal”, pontuou Luciana Pereira.

Denúncias

A Polícia Civil solicita que eventuais vítimas procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência. Informações e denúncias que também possam subsidiar as investigações e robustecer o inquérito policial, além de levar à localização das investigadas foragidas, podem ser repassadas à polícia por meio do Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido.

Fonte: SSP/SE

Compartilhar Notícia

Share this post