Última atualização em 27/10/2023 por Ítalo Duarte
Por SE79
Apesar de ser o menor estado do Brasil, Sergipe possui muitas personalidades que fizeram história e deixaram um imenso legado para a população. Em celebração à Semana da Sergipanidade, o SE79 selecionou duas histórias de sergipanos que foram destaques por seus feitos: Maria Feliciana e Zé Peixe.
Maria Feliciana
Nascida em 24 de maio de 1946, em Amparo do São Francisco, Maria Feliciana dos Santos foi uma das sergipanas responsáveis por dar destaque a Sergipe no cenário nacional. Desde jovem, Maria já chamava atenção por conta de sua altura, aos 23 anos já tinha 2,25 metros e foi durante décadas considerada a mulher mais alta do mundo.
Maria Feliciana começou a se destacar a nível nacional quando, aos 18 anos, participou do Programa do Chacrinha, onde recebeu o título de ‘Rainha da Altura’ e foi coroada pelo ator e comediante Grande Otelo e pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga. A partir deste momento, a jovem participou de diversos shows pelo Brasil, fazendo apresentações e participando de turnês.
Durante sua trajetória, Maria fez apresentações em circos, atuou em filmes e participou de programas de TV. Além disso, ainda foi atleta da Seleção Brasileira de Basquete e cantora no Trio Sergipano. Em Aracaju, o Edifício Estado de Sergipe, prédio mais alto da cidade, ficou conhecido popularmente como Edifício Maria Feliciana, em homenagem à rainha da altura. Já em 2022, o Museu da Gente Sergipana Gov. Marcelo Déda inaugurou uma escultura em sua homenagem. Atualmente ,com 77 anos, Maria Feliciana enfrenta problemas de saúde e recebe doações para ajudar nas despesas com remédios, suplementos e alimentação especial.
Zé Peixe
José Martins Ribeiro Nunes, popularmente conhecido como Zé Peixe, nasceu no dia 5 de janeiro de 1927, no município de Aracaju. Com habilidade de nado desde a infância, Zé Peixe se tornou parte do folclore sergipano pela forma única com que exercia a profissão de prático: nadando.
Aos 20 anos, Zé Peixe participou do concurso de Prático da Capitania dos Portos de Sergipe e foi aprovado, passando a exercer a profissão que o acompanharia por muitas décadas. A peculiaridade é que José não usava barcos para o seu ofício, como os demais colegas, quando um navio precisava de auxilio, ele ia nadando até as embarcações, subia a bordo, e quando a manobra estava concluída, saltava em queda livre de mais de 15 metros de altura e retornava a nado para terra firme, nadando por distancias de até 10km para retornar à Capitania dos Portos.
Dentre os seus feitos, Zé Peixe também salvou algumas vidas de afogamentos, como quando, aos 25 anos, resgatou três velejadores do Rio Grande do Norte quando a embarcação virou no mar revolto. O prático recebeu diversas homenagens e prêmios, como a Medalha ao Mérito do Rio Grande do Norte e a Medalha de Ordem ao Mérito Serigy, a mais alta condecoração do município de Aracaju.
Zé peixe só se afastou da Marinha aos 82 anos e faleceu em 2012, vítima de insuficiência respiratória. O sergipano foi destaque na mídia regional e nacional por conta dos seus feitos, participando de diversas entrevistas e tendo uma biografia sua publicada. Em sua homenagem, às margens do rio Sergipe, em 2015 foi inaugurado o Espaço Zé Peixe, que conta com o Memorial Zé Peixe, onde há um busto de bronze do homenageado, peças e fotografias.