Durante entrevista ao Jornal da 102 nesta terça-feira (09), o jornalista Victor Vieira comentou que o deputado federal Gustinho estava tentando entrar no Progressistas e que chega ao partido enfraquecido, em uma posição de “quem pede um favor” para ser aceito. Segundo ele, Gustinho não terá o comando da legenda nem a liberdade de formar a chapa como fazia em disputas anteriores.
A análise é reforçada pelo novo cenário dentro da federação Progressistas–União Brasil. Hoje, o grupo já possui lideranças consolidadas, especialmente a deputada Yandra Moura, que concentra articulação, estrutura e apoio político por influência de seu pai, André Moura. Isso coloca Gustinho em um espaço bem diferente do que ocupava quando presidia partido e montava a nominata conforme seus interesses, até porque André, em 2018, quando ajudou Gustinho, sentiu na pele a ingratidão política do deputado. No estado, todos já conhecem como Gustinho lida com compromissos e palavra.
Ao contrário das eleições de 2022, quando foi o principal nome da chapa no Republicano, Gustinho agora entra em uma estrutura já pronta, onde não é prioridade, não lidera e não ocupa o topo das decisões internas. Ele passa a disputar como coadjuvante, ou seja:
• não será o principal nome da federação
• não comandará a montagem da chapa
• precisará se adequar às prioridades já estabelecidas
• estará atrás de figuras mais influentes dentro do bloco
• dependerá da composição feita por outros para viabilizar sua reeleição
O movimento evidencia uma mudança significativa em seu peso político. Antes, Gustinho definia a chapa; agora, entra na chapa de alguém. O Progressistas lhe oferece abrigo, mas não concede protagonismo, e esse será o maior desafio para o deputado em 2026.
A formação final da nominata ao longo de 2026 mostrará o espaço real que ele terá dentro da federação e se haverá condições de recuperar algum nível de influência, algo considerado muito difícil.



