A vereadora Manoela da Lagartense participou do Jornal da 102, apresentado por Aclécio Prata, onde defendeu a atualização do IPTU em Lagarto e rebateu críticas que classificam a medida como um “pacote da maldade”. Segundo a parlamentar, a revisão era necessária e aguardada há décadas, já que o município não promovia correções no imposto desde 1997.
Durante a entrevista, Manoela explicou que a defasagem do cadastro imobiliário gerou distorções graves, com imóveis subdimensionados nos registros oficiais, muitos declarados com metragem bem inferior à real. Além disso, destacou que a regularização exige que os imóveis passem a ter identificação vinculada ao CPF do proprietário, o que facilita a organização da cidade e garante segurança jurídica, inclusive para futuras vendas.
A vereadora ressaltou que, dos 44 mil imóveis existentes no município, cerca de 30 mil já pagavam IPTU, enquanto aproximadamente 14 mil não contribuíam, mesmo tendo condições financeiras. Para ela, a atualização promove justiça fiscal ao corrigir essa desigualdade, evitando que quem sempre pagou continue arcando com custos que deveriam ser compartilhados de forma equilibrada.
Manoela da Lagartense também enfatizou que milhares de famílias passarão a ser isentas do imposto, com bairros onde o número de isenções chegou a triplicar, reafirmando o compromisso da gestão com a população mais vulnerável. Segundo ela, a expansão urbana de Lagarto mudou o perfil de algumas áreas, hoje ocupadas por imóveis de alto padrão, enquanto famílias de menor renda se concentram em áreas menores dentro da cidade.
A parlamentar criticou a propagação de informações falsas e o uso político do tema, destacando que atualizar a cidade não é maldade, mas uma necessidade para garantir investimentos em serviços públicos. Manoela ainda condenou práticas do passado envolvendo a negociação de bens públicos e afirmou que sua posição é motivada pelo compromisso com a coletividade.



