Durante entrevista no Jornal da 102, com Aclécio Prata, a diretora de Vigilância em Saúde, Maíza Daiane, chamou atenção para o aumento dos casos de síndromes respiratórias graves e destacou a importância da população buscar atendimento nas unidades de saúde logo nos primeiros sintomas.
Segundo ela, Lagarto, por ser município polo na região, também acaba absorvendo demandas de cidades vizinhas, com muitos casos sendo encaminhados ao Hospital Universitário de Lagarto (HUL). Apenas nos primeiros meses de 2026, já foram registrados 23 casos graves, com maior incidência a partir de fevereiro.
A diretora ressaltou que, ao longo de 2025, o município contabilizou 146 casos, e o ritmo atual acende um alerta para a possibilidade de aumento significativo, especialmente por se tratar de quadros mais graves.
Maíza destacou ainda que há uma cultura entre a população de não procurar a atenção básica diante de sintomas iniciais, optando por automedicação. Com isso, muitos pacientes só buscam atendimento quando o quadro já está mais avançado, o que dificulta o tratamento e pode levar a complicações.
Ela reforçou que as unidades de saúde do município estão abastecidas com medicamentos e testes, inclusive para gripe, e orientou que a população procure atendimento assim que surgirem os primeiros sintomas, evitando agravamentos e contribuindo para o controle das doenças.



