Durante participação no Jornal da 102, dentro das comemorações pelos 146 anos de Lagarto, o professor de Geografia e Atualidades Emerson Amorim destacou que o reconhecimento de Lagarto como capital nacional da vaquejada não é simbólico, mas resultado direto da formação histórica e econômica do município.
Ele explicou que a criação de gado foi a principal atividade responsável pela expansão territorial da região, influenciando o surgimento de diversos povoados estrategicamente posicionados nas rotas de escoamento para a Bahia. Localidades como Boieiro, Curralinho e Rio das Vacas nasceram justamente desse movimento, consolidando a pecuária como base da identidade lagartense.
Com o passar do tempo, essa atividade econômica deu origem à vaquejada, prática ligada ao cotidiano dos vaqueiros no manejo do gado solto, que posteriormente se transformou em manifestação cultural e esportiva no Nordeste.
O professor também relacionou esse contexto histórico à iniciativa do deputado federal Fábio Reis, responsável pela proposta que reconhece Lagarto como capital nacional da vaquejada, reforçando que o título está alinhado com a tradição e a identidade construída ao longo dos séculos.
A análise evidencia que a vaquejada, mais do que um evento, é parte da história viva de Lagarto e um dos símbolos culturais mais fortes do município.




