O coordenador da Central de Transplantes, Benito Fernandez, falou no Jornal da 102, apresentado por Aclécio Prata, sobre os principais aspectos legais e humanos relacionados à doação de órgãos no Brasil, reforçando a importância da conscientização e do diálogo dentro das famílias.
Segundo ele, a legislação brasileira estabelece que, para a doação de órgãos após a morte, é necessária a autorização do cônjuge ou de parentes até o segundo grau. Por isso, Benito destacou que conversar com os familiares e deixar claro o desejo de ser doador é fundamental para facilitar a tomada de decisão em um momento marcado pela dor da perda.
O coordenador ressaltou que a doação de órgãos transforma um momento difícil em um ato de amor e solidariedade, ao permitir que outras pessoas tenham uma nova oportunidade de vida. Ele lembrou que os transplantes apresentam, cada vez mais, altos índices de sucesso, com avanços significativos nas medicações imunossupressoras, que hoje oferecem menos efeitos colaterais e possibilitam que os transplantados levem uma vida normal.
Benito Fernandez explicou ainda que, apesar de o novo modelo da carteira de identidade permitir a indicação simbólica do desejo de ser doador, não existe no Brasil um registro legal para doadores de órgãos, sendo a decisão final sempre da família. Em contrapartida, há o cadastro oficial de doadores voluntários de medula óssea, o Redome, destinado a pessoas entre 18 e 35 anos, realizado nos hemocentros, como o Hemose.
Por fim, ele enfatizou que o maior benefício de ser doador de órgãos é a certeza de estar ajudando a salvar vidas, lembrando que, quando alguém próximo precisa de um transplante, a esperança está justamente na solidariedade de outras famílias que autorizam a doação.



