Durante entrevista ao Jornal da 102, com Aclécio Prata, a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial, Edineide Oliveira, destacou a importância de tratar a saúde mental como uma questão de saúde pública e reforçou o papel do acolhimento e da escuta no atendimento às pessoas em sofrimento emocional.
Edineide explicou que a gestão municipal conta com diferentes serviços voltados ao acolhimento e acompanhamento da população dentro da Rede de Atenção Psicossocial. Entre eles estão o CAPS Aconchego, o CAPS AD, destinado ao atendimento de pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, e o Acolher, Espaço Integrado de Saúde Mental que oferece atendimento psicológico ambulatorial.
Segundo a coordenadora, o Setembro Amarelo reforça a necessidade de ampliar a conscientização sobre os cuidados com a saúde mental e de estimular atitudes de acolhimento e escuta. Para ela, oferecer atenção qualificada a quem está passando por sofrimento pode fazer diferença na busca por ajuda.
Durante a entrevista, Edineide também destacou a importância da participação de familiares e amigos. A orientação é que as pessoas estejam atentas a sinais de sofrimento mental e pensamentos negativos e procurem conversar com alguém de confiança.
Ela ressaltou ainda que a busca por ajuda não precisa ocorrer exclusivamente nos serviços especializados da Rede de Atenção Psicossocial. A própria Atenção Básica pode ser uma porta de entrada para quem precisa de acompanhamento.
A coordenadora reforçou que falar sobre o que está sentindo e procurar ajuda são atitudes importantes diante de situações de sofrimento emocional. O Setembro Amarelo, nesse sentido, busca fortalecer a conscientização e estimular uma rede de cuidado baseada no acolhimento, na escuta e no acesso aos serviços de saúde.



