O deputado Gustinho Ribeiro (Republicanos), aliado do líder da legenda na Câmara, Hugo Motta, entrou na lista de parlamentares afetados pela nova onda de exonerações promovida pelo governo federal. O Planalto decidiu ampliar o pente-fino sobre cargos regionais e determinou a demissão de Marcos Vander Costa da Cunha, coordenador estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) em Sergipe, indicado por Gustinho.
A decisão integra o movimento de “faxina política” conduzido pela Secretaria de Relações Institucionais, que vem revisando nomeações em órgãos federais de todo o país. Segundo fontes do Planalto, o levantamento é feito parlamentar por parlamentar, e não por partido, com o objetivo de afastar aliados de deputados que têm votado contra pautas consideradas prioritárias pelo governo.
Além do representante sergipano, as exonerações desta segunda-feira, publicadas no Diário Oficial da União, também atingiram quadros da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e de outras coordenações do Dnocs.
Na Sudene, foi dispensado José Lindoso de Albuquerque, que ocupava o cargo de diretor de Administração. Filiado ao União Brasil, Lindoso foi secretário de Mobilidade no governo de Jair Bolsonaro e, anteriormente, assessor parlamentar do deputado Luciano Bivar, também do União.
Outro nome atingido foi Carmen Lúcia Bairros dos Santos, coordenadora estadual do Dnocs no Rio Grande do Norte, indicada pelo deputado João Maia (Progressistas), que votou contra a medida provisória considerada essencial pelo Planalto para o equilíbrio das contas públicas.
A ofensiva repete o movimento da semana passada, quando o governo exonerou aliados de parlamentares do PSD e de outras legendas que também contrariaram o Executivo em votações importantes.




