A reviravolta no comando do Republicanos em Sergipe continua movimentando os bastidores da política estadual. A legenda, que até então era conduzida pelo deputado federal Gustinho Ribeiro, está prestes a ser assumida pela prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, que recebeu o convite para presidir o partido no estado.
A mudança repentina levantou questionamentos imediatos. Embora oficialmente Gustinho tenha perdido o controle da sigla, cresce a dúvida: qual será sua posição após a janela partidária de 2026? Permanecerá no Republicanos sob o comando da oposição? Ou repetirá o roteiro que viveu em 2018, quando deixou a base governista mesmo ocupando espaços no governo e passou a integrar o grupo político dos Amorim?
Esse movimento recente ganhou ainda mais força com um detalhe que os bastidores já confirmam: o principal articulador da aproximação do Republicanos com a oposição foi o experiente articulador político Edivan Amorim.
Edivan, vale lembrar, foi o mesmo responsável por conduzir Gustinho ao campo oposicionista em 2018 — episódio ainda lembrado por aliados e por figuras como Belivaldo Chagas, que sentiu diretamente aquele rompimento inesperado.
Para muitos analistas, o cenário atual pode não ser mera coincidência. Semanas atrás, Edivan Amorim, ao lado de Valmir de Francisquinho, tentou assumir o Republicanos, mas não obteve sucesso. Curiosamente — ou não —, após garantir o comando do Podemos, o Republicanos passa a se alinhar justamente à base de Eduardo Amorim e Valmir.
A movimentação acendeu um alerta: há sinais de uma costura silenciosa, minuciosa, que pode estar conectada ao rearranjo para 2026.
O histórico político Gustinho, bem conhecido pela classe política sergipana, faz crescer o interesse e a atenção sobre seus próximos passos.
O desfecho desse jogo deverá ganhar clareza em abril de 2026, com o fim da janela partidária. Até lá, persiste a principal dúvida:
Gustinho permanecerá no Republicanos sob o comando da oposição?



