A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclareceu através da porta-voz Cristina Rochadel, em entrevista ao Jornal da 102, apresentado por Aclécio Prata, o caso envolvendo a bebê Yara, de um ano de idade, moradora do povoado Brasília, em Lagarto, que teve seu nome associado, de forma equivocada, à suposta espera por uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo a SES, após verificação da Central de Regulação de Leitos (CRL), não houve solicitação de vaga de UTI para a criança no sistema estadual. A apuração foi realizada após a repercussão do caso, quando a CRL entrou em contato com o Hospital Universitário de Lagarto (HUL). A unidade informou que a necessidade era de leito de enfermaria pediátrica, e não de UTI. A secretaria reforçou que o Estado regula apenas leitos de alta complexidade, enquanto a liberação de enfermaria é de responsabilidade da própria unidade hospitalar.
Durante o programa, a mãe da criança, Laísa, também participou e fez questão de isentar o Governo do Estado de qualquer responsabilidade. Ela explicou que a filha estava há mais de oito dias aguardando uma vaga de enfermaria no Hospital Universitário de Aracaju, situação que acabou sendo confundida e divulgada de forma incorreta como falta de UTI.
Laísa relatou que Yara é cardiopata e portadora de epilepsia, e que o quadro clínico vinha se agravando nos últimos dias, com o surgimento de crises. Segundo a mãe, apesar das tentativas diárias da equipe médica de Lagarto para conseguir a transferência, a resposta recebida era a inexistência de vaga. Ela destacou ainda que recebeu esclarecimentos e apoio de representantes do Estado, reafirmando que o problema não estava na regulação estadual, mas sim na unidade hospitalar de Aracaju.
A repercussão do caso teve início após perfis de notícias divulgarem, de forma incorreta, a informação de que a criança aguardava vaga de UTI, o que acabou gerando comoção e desinformação nas redes sociais.



