O prefeito de Lagarto, Sérgio Reis, afirmou durante entrevista ao Jornal da 102, com Aclécio Prata, que a Prefeitura já reuniu toda a documentação necessária para contestar a decisão que suspendeu parte das contratações relacionadas ao Festival da Mandioca. Segundo ele, um dos principais argumentos utilizados na denúncia não corresponde à realidade do município.
De acordo com o gestor, foi levantada a informação de que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) estaria bloqueado, situação que, segundo ele, foi verificada pela administração e não existe. Sérgio afirmou que possui documentos atualizados comprovando a regularidade dos repasses e que essas informações serão apresentadas durante o processo de defesa.
O prefeito classificou a situação como uma articulação política promovida por adversários da atual gestão e disse que o objetivo seria criar uma narrativa para impedir a realização dos festejos juninos de Lagarto. Para ele, a medida não prejudica apenas a Prefeitura, mas principalmente a população que depende da movimentação econômica gerada pelos eventos.
Durante a entrevista, Sérgio demonstrou preocupação com os prazos processuais. Segundo ele, mesmo com a defesa sendo apresentada imediatamente, existe a possibilidade de não haver tempo hábil para reverter a situação antes dos dias 23 e 24 de junho, datas centrais do Festival da Mandioca.
O prefeito lamentou os impactos que a suspensão pode causar ao comércio local, aos ambulantes, mototaxistas, motoristas por aplicativo, vendedores informais e demais trabalhadores que aguardam o período junino para aumentar a renda. Ele destacou ainda que a festa movimenta hotéis, bares, restaurantes, lojas e diversos segmentos da economia lagartense.
Sérgio Reis afirmou que irá buscar celeridade na análise do recurso e que continuará adotando todas as medidas jurídicas cabíveis para tentar garantir a realização do evento. Segundo ele, o Festival da Mandioca representa tradição, geração de emprego, fortalecimento do turismo e valorização da cultura popular.



