O professor e historiador lagartense Claudefraklin Monteiro concedeu entrevista ao Jornal da 102 com Aclécio Prata, nesta segunda-feira (20), para falar sobre o Dia da Lagartinidade, data comemorada anualmente em 20 de outubro e que representa o sentimento de pertencimento e valorização da identidade lagartense.
Durante a entrevista, o professor contextualizou a origem da data e da lei que instituiu o Dia da Lagartinidade, criada em 2010, durante a gestão do então prefeito Valmir Monteiro. A proposta surgiu a partir de debates sobre cultura, identidade e patrimônio histórico, inspirada no conceito da “Sergipanidade”, que celebra o orgulho de ser sergipano.
O 20 de outubro foi escolhido por marcar um momento importante na história local: a elevação de Lagarto à condição de vila, em 1697, sob o nome de Nossa Senhora da Piedade do Lagarto. Até então, o povoado, originário da região do Santo Antônio, já se destacava economicamente, sendo um dos maiores produtores e criadores de gado do Brasil colonial.
Claudefraklin ressaltou que a lagartinidade vai além do local de nascimento. Trata-se de um sentimento de pertencimento, que une todos aqueles que escolheram Lagarto para viver, trabalhar e contribuir com o desenvolvimento do município. Ele lembrou que muitos personagens importantes da história lagartense nasceram em outras cidades, mas adotaram Lagarto como sua terra, deixando um legado cultural e social duradouro.
Passados 15 anos desde a criação da lei, o historiador celebrou a consolidação do termo “lagartinidade” como parte do vocabulário e da identidade coletiva do povo lagartense. Para ele, o reconhecimento da data e o engajamento das instituições e da população demonstram que Lagarto abraçou esse conceito com orgulho, reafirmando suas raízes e valorizando sua história.



