A pressão arterial considerada de risco no Brasil mudou de patamar. Em entrevista ao Jornal da 102 com Aclecio Prata, a professora Layla Cordeiro, do Departamento de Medicina da UFS em Lagarto, explicou que a nova diretriz, endossada por três sociedades médicas, passou a enquadrar como pré-hipertensão os valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9. Antes, esses índices eram considerados apenas limítrofes.
Segundo a professora, a mudança reforça a necessidade de prevenção, já que, nessa fase, sem que a hipertensão esteja totalmente instalada, é possível intervir com orientações para mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, até com medicamentos. Ela destacou ainda que cerca de 40% da população brasileira sofre de hipertensão e que Lagarto não está distante dessa média, o que exige atenção redobrada da comunidade e dos profissionais de saúde.
A diretriz, apresentada no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, foi elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão. Além da reclassificação, o documento endurece a meta de tratamento: agora, a recomendação é manter a pressão abaixo de 13 por 8 para todos os hipertensos. Também foram incluídos capítulos inéditos sobre SUS, saúde da mulher e a criação de um escore para prever risco cardiovascular em 10 anos.




